Cacuriá de Dona Teté

Em 1980, Dona Teté se juntou ao grupo Laborarte. Em 1985, ensinava o elenco de teatro do Laborarte a tocar caixa para o espetáculo “Passos” e nos intervalos mostrava aos atores a
brincadeira do cacuriá. Após aquela temporada teatral, no ano de 1986, o diretor teatral Nelson Brito convidou Teté para colocar aquela “brincadeira” dos intervalos na rua. O grupo artístico Laborarte pesquisou as manifestações folclóricas e os elementos que fundamentavam a dança, como a festa do
divino e o carimbó de caixeiras, o que resultou na criação do espetáculo “Cacuriá de D. Teté”.

Durante o processo de criação do espetáculo, o grupo artístico buscou elementos característicos da dança, como a sensualidade latente do carimbó e a exploração de ritmos típicos de algumas manifestações folclóricas do Maranhão – como a dança do Lelê, bumba-meu-boi, quadrilha, etc. O
grupo incluiu ainda a teatralidade, adequando movimentos corporais que representassem as letras das canções, criando, assim, uma identidade única que conquistou o público maranhense e de outras regiões.

O espetáculo Cacuriá de D. Teté é hoje um dos grandes espetáculos do período junino do estado do Maranhão.

Nos anos de 2011, 2013 e 2016, o espetáculo circulou por 04 regiões do país com o Projeto “Vamos Ca-curiá, Brasil” contemplado 3 vezes no Prêmio Klauss Vianna de Dança da FUNARTE, na categoria circulação de espetáculo.

Com 36 anos de atuação, tem 01 vinil, 03 CDs e 01 DVD gravados. Em 2022, lançará o videoclipe da música “Caixeira” em conjunto com Rosa Reis.

Devido à procura para conhecer a dança, oferecemos oficinas o ano inteiro. Desse modo, mantemos nosso elenco constantemente afinado para apresentações.

As coreografias são criadas para dar destaque às letras das músicas. São inspiradas nos movimentos dos animais, no fazer das personagens das músicas, na alegria e espontaneidade dos brincantes populares de manifestações como o baião cruzado, ciranda e carimbó de caixeiras.

O figurino é criado pelo artista visual Cláudio Vasconcelos,cujas referências são as indumentárias e adereços dos festejos do Divino Espírito Santo.

O espetáculo é envolvente e mexe com o público que, ao final, pode entrar na roda e participar com os dançarinos de algumas coreografias.